quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Quem é o Turismólogo?

Conheça o turismólogo Atualmente o turismo vem sendo enxergado como um propulsor de desenvolvimento social, ambiental e econômico do Brasil. Por ano entram e circulam cerca de 5 milhões de turistas, e mais do que nunca o turismólogo é fundamental no processo de gestão e desenvolvimento do turismo no Brasil. Mas afinal quem é o turismólogo? O termo turismólogo surgiu em meados de 1970, com o objetivo de categorizar uma formação acadêmica especifica que começava a surgir no Brasil. O primeiro curso iniciou-se na atual Universidade Anhembi-Morumbi no ano de 1971 e logo após, foi a Faculdade Ibero-Americana de Letras e Ciências Humanas – atual Centro Universitário Ibero-Americano/ UNIBERO em São Paulo em 1972. Porém o turismo somente começa a ser tratado como objeto de estudo acadêmico e científico a partir do ano de 1973, quando foi criado o curso de turismo na Universidade de São Paulo – USP, posteriormente nas universidades Pontifícia Universidade Católica de Campinas em 1974 e Universidade Católica de Pernambuco, em 1975. Recentemente a categoria obteve uma conquista. Sancionada pela Presidenta Dilma Rousseff no dia 19/01/2012, foi publicada no Diário Oficial a lei 12.591, a portaria define as atividades da profissão de turismólogo. A Lei considera atividades do turismólogo: planejar, organizar, dirigir, controlar, gerir e operacionalizar instituições e estabelecimentos ligados ao turismo; coordenar e orientar trabalhos de seleção e classificação de locais e áreas de interesse turístico, de acordo com sua natureza geográfica, histórica, artística e cultural, bem como realizar estudos de viabilidade econômica ou técnica; coordenar e orientar levantamentos, estudos e pesquisas relativamente a instituições, empresas e estabelecimentos privados que atendam ao setor turístico; entre outras, para conhecer a lei na integra clique aqui. Outra importante conquista foi a inclusão da profissão na CBO – Classificação Brasileira de Ocupações em março de 2012, que ocorreu após grande mobilização do Instituto Brasileiro de Turismólogos e seus filiados. Tal conquista não garante a regulamentação, como foi vinculada por diversos sites de noticias e outras mídias. Para maiores detalhes sobre as atribuições, características ou outras áreas da atividade acesse o site da CBO em http://www.mtecbo.gov.br. Atualmente, o turismólogo deve estar preparado para atuar em qualquer uma das diversas áreas possíveis dentro do trade turístico, porém devido a grande abrangência de atuação no mercado, requer do profissional em turismo algumas especializações caso queira se destacar. O bacharelado em turismo oferece um grande leque de opções: supervisão; assessoria; gerência; direção de empreendimentos turísticos públicos/privados; coordenação de trabalhos técnicos; elaboração e análise de planos para o desenvolvimento do turismo, ou até mesmo a carreira acadêmica, pois são pouquíssimos os professores formados nessa área. Falar outro idioma, fazer cursos de especialização (pós-graduação ou cursos de extensão) e outros diferenciais do profissional podem ser decisivos para sua carreira. Além destes caminhos vale lembrar que passar feriados e fins de semana trabalhando é algo comum na atividade, isto vale para aqueles que pensam que trabalhar com turismo é viajar e curtir. Tradicionalmente, o turismólogo trabalhava em agências e operadoras de viagem, companhias de transporte, hotéis ou restaurantes. Esses são ainda espaços que ele ocupa, mas hoje, o profissional circula também por outras áreas, como nas secretarias municipais, estaduais e outros órgãos públicos, empresas de promoções e eventos, nas ONGs e etc. A presença do turismólogo serve não apenas para promover e organizar locais que já existe potencial turístico, mas também para criá-los, porém é preciso que o profissional fique atento para as exigências do mercado, tais como postura, criatividade, liderança, etiqueta empresarial, comunicação e trabalho em equipe. Fonte: http://www.turismologos.org.br/p7269.aspx

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A VERDADE ESTÁ NA CARA, MAS NÃO SE IMPÕE. (ARNALDO JABOR)

'A decisão do TSE que determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN, a pedido do presidente 'Lula' até pode ter amparo na legislação eleitoral, mas fere o preceito constitucional da liberdade de imprensa. 'Não deixem de ler e reler o texto abaixo e passem adiante'! É longo, mas compensa cada parágrafo! O que foi que nos aconteceu? No Brasil, estamos diante de acontecimentos inexplicáveis, ou melhor,'explicáveis' demais. Toda a verdade já foi descoberta, todos os crimes provados, todas as mentiras percebidas. Tudo já aconteceu e nada acontece. Os culpados estão catalogados, fichados, e nada rola. A verdade está na cara, mas a verdade não se impõe. Isto é uma situação inédita na História brasileira!!!!!!! Claro que a mentira sempre foi a base do sistema político, infiltrada no labirinto das oligarquias, mas nunca a verdade foi tão límpida à nossa frente e, no entanto, tão inútil, impotente, desfigurada!!!!!!!! Os fatos reais: com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos!!!! Os culpados são todos conhecidos, tudo está decifrado, os cheques assinados, as contas no estrangeiro, os tapes, as provas irrefutáveis, mas o governo psicopata de Lula nega e ignora tudo!!!!! Questionado ou flagrado, o psicopata não se responsabiliza por suas ações. Sempre se acha inocente ou vítima do mundo, do qual tem de se vingar. O outro não existe para ele e não sente nem remorso nem vergonha do que faz!!!!! Mente compulsivamente, acreditando na própria mentira, para conseguir poder. Este governo é psicopata!!! Seus membros riem da verdade, viram-lhe as costas, passam-lhe a mão nas nádegas. A verdade se encolhe, humilhada, num canto. E o pior é que o Lula, amparado em sua imagem de 'povo', consegue transformar a Razão em vilã, as provas contra ele em acusações 'falsas', sua condição de cúmplice e Comandante em 'vítima'!!!!! E a população ignorante engole tudo.. Como é possível isso? Simples: o Judiciário paralítico entoca todos os crimes na Fortaleza da lentidão e da impunidade. Só daqui a dois anos serão julgados os indiciados - nos comunica o STF. Os delitos são esquecidos, empacotados, prescrevem. A Lei protege os crimes e regulamenta a própria desmoralização Jornalistas e formadores de opinião sentem-se inúteis, pois a indignação ficou supérflua. O que dizemos não se escreve, o que escrevemos não se finca, tudo quebra diante do poder da mentira desse governo. Sei que este é um artigo óbvio, repetitivo, inútil, mas tem de ser escrito... Está havendo uma desmoralização do pensamento. Deprimo-me: Denunciar para quê, se indignar com quê? Fazer o quê?' A existência dessa estirpe de mentirosos está dissolvendo a nossa língua. Este neocinismo está a desmoralizar as palavras, os raciocínios. A língua portuguesa, os textos nos jornais, nos blogs, na TV, rádio, tudo fica ridículo diante da ditadura do lulo-petismo. A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'. Lulo-Petistas clamam: 'Como é que a Procuradoria Geral, nomeada pelo Lula, tem o desplante de ser tão clara! Como que o Osmar Serraglio pode ser tão explícito, e como o Delcídio Amaral não mentiu em nome do PT ? Como ousaram ser honestos?' Sempre que a verdade eclode, reagem. Quando um juiz condena rápido, é chamado de exibicionista'. Quando apareceu aquela grana toda no Maranhão (lembram, filhinhos?), a família Sarney reagiu ofendida com a falta de 'finesse' do governo de FH, que não teve a delicadeza de avisar que a polícia estava chegando.... Mas agora é diferente. As palavras estão sendo esvaziadas de sentido. Assim como o stalinismo apagava fotos, reescrevia textos para contestar seus crimes, o governo do Lula está criando uma língua nova, uma neo-língua empobrecedora da ciência política, uma língua esquemática, dualista, maniqueísta, nos preparando para o futuro político simplista que está se consolidando no horizonte. Toda a complexidade rica do país será transformada em uma massa de palavras de ordem , de preconceitos ideológicos movidos a dualismos e oposições, como tendem a fazer o Populismo e o simplismo. Lula será eleito por uma oposição mecânica entre ricos e pobres, dividindo o país em 'a favor' do povo e 'contra', recauchutando significados que não dão mais conta da circularidade do mundo atual. Teremos o 'sim' e o 'não', teremos a depressão da razão de um lado e a psicopatia política de outro, teremos a volta da oposição Mundo x Brasil, nacional x internacional e um voluntarismo que legitima o governo de um Lula 2 e um Garotinho depois. Alguns otimistas dizem: 'Não... este maremoto de mentiras nos dará uma fome de Verdades'! ESSE TEXTO PRECISA E DEVE SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU !!! TSE determinou a retirada do comentário de Arnaldo Jabor do site da CBN. Creditos - Arnaldo Jabor(Rede Globo de mídia)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Por que o uso da palavra “doutor” antes do nome de advogados e médicos ainda persiste entre nós? E o que ela revela do Brasil? By ELIANE BRUM

Sei muito bem que a língua, como coisa viva que é, só muda quando mudam as pessoas, as relações entre elas e a forma como lidam com o mundo. Poucas expressões humanas são tão avessas a imposições por decreto como a língua. Tão indomável que até mesmo nós, mais vezes do que gostaríamos, acabamos deixando escapar palavras que faríamos de tudo para recolher no segundo seguinte. E talvez mais vezes ainda pretendêssemos usar determinado sujeito, verbo, substantivo ou adjetivo e usamos outro bem diferente, que revela muito mais de nossas intenções e sentimentos do que desejaríamos. Afinal, a psicanálise foi construída com os tijolos de nossos atos falhos. Exerço, porém, um pequeno ato quixotesco no meu uso pessoal da língua: esforço-me para jamais usar a palavra “doutor” antes do nome de um médico ou de um advogado. Travo minha pequena batalha com a consciência de que a língua nada tem de inocente. Se usamos as palavras para embates profundos no campo das ideias, é também na própria escolha delas, no corpo das palavras em si, que se expressam relações de poder, de abuso e de submissão. Cada vocábulo de um idioma carrega uma teia de sentidos que vai se alterando ao longo da História, alterando-se no próprio fazer-se do homem na História. E, no meu modo de ver o mundo, “doutor” é uma praga persistente que fala muito sobre o Brasil. Como toda palavra, algumas mais do que outras, “doutor” desvela muito do que somos – e é preciso estranhá-lo para conseguirmos escutar o que diz. Assim, minha recusa ao “doutor” é um ato político. Um ato de resistência cotidiana, exercido de forma solitária na esperança de que um dia os bons dicionários digam algo assim, ao final das várias acepções do verbete “doutor”: “arcaísmo: no passado, era usado pelos mais pobres para tratar os mais ricos e também para marcar a superioridade de médicos e advogados, mas, com a queda da desigualdade socioeconômica e a ampliação dos direitos do cidadão, essa acepção caiu em desuso”. Em minhas aspirações, o sentido da palavra perderia sua força não por proibição, o que seria nada além de um ato tão inútil como arbitrário, na qual às vezes resvalam alguns legisladores, mas porque o Brasil mudou. A língua, obviamente, só muda quando muda a complexa realidade que ela expressa. Só muda quando mudamos nós. Historicamente, o “doutor” se entranhou na sociedade brasileira como uma forma de tratar os superiores na hierarquia socioeconômica – e também como expressão de racismo. Ou como a forma de os mais pobres tratarem os mais ricos, de os que não puderam estudar tratarem os que puderam, dos que nunca tiveram privilégios tratarem aqueles que sempre os tiveram. O “doutor” não se estabeleceu na língua portuguesa como uma palavra inocente, mas como um fosso, ao expressar no idioma uma diferença vivida na concretude do cotidiano que deveria ter nos envergonhado desde sempre. Lembro-me de, em 1999, entrevistar Adail José da Silva, um carregador de malas do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, para a coluna semanal de reportagem que eu mantinha aos sábados no jornal Zero Hora, intitulada “A Vida Que Ninguém Vê”. Um trecho de nosso diálogo foi este: - E como os fregueses o chamam? - Os doutor me chamam assim, ó: “Ô, negão!” Eu acho até que é carinhoso. - O senhor chama eles de doutor? - Pra mim todo mundo é doutor. Pisou no aeroporto é doutor. É ó, doutor, como vai, doutor, é pra já, doutor.... - É esse o segredo do serviço? - Tem que ter humildade. Não adianta ser arrogante. Porque, se eu fosse um cara importante, não ia tá carregando a mala dos outros, né? Sou pé de chinelo. Então, tenho que me botar no meu lugar. A forma como Adail via o mundo e o seu lugar no mundo – a partir da forma como os outros viam tanto ele quanto seu lugar no mundo – contam-nos séculos de História do Brasil. Penso, porém, que temos avançado nas últimas décadas – e especialmente nessa última. O “doutor” usado pelo porteiro para tratar o condômino, pela empregada doméstica para tratar o patrão, pelo engraxate para tratar o cliente, pelo negro para tratar o branco não desapareceu – mas pelo menos está arrefecendo. Se alguém, especialmente nas grandes cidades, chamar hoje o outro de “doutor”, é legítimo desconfiar de que o interlocutor está brincando ou ironizando, porque parte das pessoas já tem noção da camada de ridículo que a forma de tratamento adquiriu ao longo dos anos. Essa mudança, é importante assinalar, reflete também a mudança de um país no qual o presidente mais popular da história recente é chamado pelo nome/apelido. Essa contribuição – mais sutil, mais subjetiva, mais simbólica – que se dá explicitamente pelo nome, contida na eleição de Lula, ainda merece um olhar mais atento, independentemente das críticas que se possa fazer ao ex-presidente e seu legado. Se o “doutor” genérico, usado para tratar os mais ricos, está perdendo seu prazo de validade, o “doutor” que anuncia médicos e advogados parece se manter tão vigoroso e atual quanto sempre. Por quê? Com tantas mudanças na sociedade brasileira, refletidas também no cinema e na literatura, não era de se esperar um declínio também deste doutor? Ao pesquisar o uso do “doutor” para escrever esta coluna, deparei-me com artigos de advogados defendendo que, pelo menos com relação à sua própria categoria, o uso do “doutor” seguia legítimo e referendado na lei e na tradição. O principal argumento apresentado para defender essa tese estaria num alvará régio no qual D. Maria, de Portugal, mais conhecida como “a louca”, teria outorgado o título de “doutor” aos advogados. Mais tarde, em 1827, o título de “doutor” teria sido assegurado aos bacharéis de Direito por um decreto de Dom Pedro I, ao criar os primeiros cursos de Ciências Jurídicas e Sociais no Brasil. Como o decreto imperial jamais teria sido revogado, ser “doutor” seria parte do “direito” dos advogados. E o título teria sido “naturalmente” estendido para os médicos em décadas posteriores. Há, porém, controvérsias. Em consulta à própria fonte, o artigo 9 do decreto de D. Pedro I diz o seguinte: “Os que frequentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grau de Bacharéis formados. Haverá também o grau de Doutor, que será conferido àqueles que se habilitarem com os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e só os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes”. Tomei a liberdade de atualizar a ortografia, mas o texto original pode ser conferido aqui. “Lente” seria o equivalente hoje à livre-docente. Mesmo que Dom Pedro I tivesse concedido a bacharéis de Direito o título de “doutor”, o que me causa espanto é o mesmo que, para alguns membros do Direito, garantiria a legitimidade do título: como é que um decreto do Império sobreviveria não só à própria queda do próprio, mas também a tudo o que veio depois? O fato é que o título de “doutor”, com ou sem decreto imperial, permanece em vigor na vida do país. Existe não por decreto, mas enraizado na vida vivida, o que torna tudo mais sério. A resposta para a atualidade do “doutor” pode estar na evidência de que, se a sociedade brasileira mudou bastante, também mudou pouco. A resposta pode ser encontrada na enorme desigualdade que persiste até hoje. E na forma como essas relações desiguais moldam a vida cotidiana. É no dia a dia das delegacias de polícia, dos corredores do Fórum, dos pequenos julgamentos que o “doutor” se impõe com todo o seu poder sobre o cidadão “comum”. Como repórter, assisti à humilhação e ao desamparo tanto das vítimas quanto dos suspeitos mais pobres à mercê desses doutores, no qual o título era uma expressão importante da desigualdade no acesso à lei. No início, ficava estarrecida com o tratamento usado por delegados, advogados, promotores e juízes, falando de si e entre si como “doutor fulano” e “doutor beltrano”. Será que não percebem o quanto se tornam patéticos ao fazer isso?, pensava. Aos poucos, percebi a minha ingenuidade. O “doutor”, nesses espaços, tinha uma função fundamental: a de garantir o reconhecimento entre os pares e assegurar a submissão daqueles que precisavam da Justiça e rapidamente compreendiam que a Justiça ali era encarnada e, mais do que isso, era pessoal, no amplo sentido do termo. No caso dos médicos, a atualidade e a persistência do título de “doutor” precisam ser compreendidas no contexto de uma sociedade patologizada, na qual as pessoas se definem em grande parte por seu diagnóstico ou por suas patologias. Hoje, são os médicos que dizem o que cada um de nós é: depressivo, hiperativo, bipolar, obeso, anoréxico, bulímico, cardíaco, impotente, etc. Do mesmo modo, numa época histórica em que juventude e potência se tornaram valores – e é o corpo que expressa ambas – faz todo sentido que o poder médico seja enorme. É o médico, como manipulador das drogas legais e das intervenções cirúrgicas, que supostamente pode ampliar tanto potência quanto juventude. E, de novo supostamente, deter o controle sobre a longevidade e a morte. A ponto de alguns profissionais terem começado a defender que a velhice é uma “doença” que poderá ser eliminada com o avanço tecnológico. O “doutor” médico e o “doutor” advogado, juiz, promotor, delegado têm cada um suas causas e particularidades na história das mentalidades e dos costumes. Em comum, o doutor médico e o doutor advogado, juiz, promotor, delegado têm algo significativo: a autoridade sobre os corpos. Um pela lei, o outro pela medicina, eles normatizam a vida de todos os outros. Não apenas como representantes de um poder que pertence à instituição e não a eles, mas que a transcende para encarnar na própria pessoa que usa o título. Se olharmos a partir das relações de mercado e de consumo, a medicina e o direito são os únicos espaços em que o cliente, ao entrar pela porta do escritório ou do consultório, em geral já está automaticamente numa posição de submissão. Em ambos os casos, o cliente não tem razão, nem sabe o que é melhor para ele. Seja como vítima de uma violação da lei ou como autor de uma violação da lei, o cliente é sujeito passivo diante do advogado, promotor, juiz, delegado. E, como “paciente” diante do médico, como abordei na coluna anterior, deixa de ser pessoa para tornar-se objeto de intervenção. Num país no qual o acesso à Justiça e o acesso à Saúde são deficientes, como o Brasil, é previsível que tanto o título de “doutor” permaneça atual e vigoroso quanto o que ele representa também como viés de classe. Apesar dos avanços e da própria Constituição, tanto o acesso à Justiça quanto o acesso à Saúde permanecem, na prática, como privilégios dos mais ricos. As fragilidades do SUS, de um lado, e o número insuficiente de defensores públicos de outro são expressões dessa desigualdade. Quando o direito de acesso tanto a um quanto a outro não é assegurado, a situação de desamparo se estabelece, assim como a subordinação do cidadão àquele que pode garantir – ou retirar – tanto um quanto outro no cotidiano. Sem contar que a cidadania ainda é um conceito mais teórico do que concreto na vida brasileira. Infelizmente, a maioria dos “doutores” médicos e dos “doutores” advogados, juízes, promotores, delegados etc estimulam e até exigem o título no dia a dia. E talvez o exemplo público mais contundente seja o do juiz de Niterói (RJ) que, em 2004, entrou na Justiça para exigir que os empregados do condomínio onde vivia o chamassem de “doutor”. Como consta nos autos, diante da sua exigência, o zelador retrucava: “Fala sério....” Não conheço em profundidade os fatos que motivaram as desavenças no condomínio – mas é muito significativo que, como solução, o juiz tenha buscado a Justiça para exigir um tratamento que começava a lhe faltar no território da vida cotidiana. É importante reconhecer que há uma pequena parcela de médicos e advogados, juízes, promotores, delegados etc que tem se esforçado para eliminar essa distorção. Estes tratam de avisar logo que devem ser chamados pelo nome. Ou por senhor ou senhora, caso o interlocutor prefira a formalidade – ou o contexto a exija. Sabem que essa mudança tem grande força simbólica na luta por um país mais igualitário e pela ampliação da cidadania e dos direitos. A estes, meu respeito. Resta ainda o “doutor” como título acadêmico, conquistado por aqueles que fizeram doutorado nas mais diversas áreas. No Brasil, em geral isso significa, entre o mestrado e o doutorado, cerca de seis anos de estudo além da graduação. Para se doutorar, é preciso escrever uma tese e defendê-la diante de uma banca. Neste caso, o título é – ou deveria ser – resultado de muito estudo e da produção de conhecimento em sua área de atuação. É também requisito para uma carreira acadêmica bem sucedida – e, em muitas universidades, uma exigência para se candidatar ao cargo de professor. Em geral, o título só é citado nas comunicações por escrito no âmbito acadêmico e nos órgãos de financiamento de pesquisas, no currículo e na publicação de artigos em revistas científicas e/ou especializadas. Em geral, nenhum destes doutores é assim chamado na vida cotidiana, seja na sala de aula ou na padaria. E, pelo menos os que eu conheço, caso o fossem, oscilariam entre o completo constrangimento e um riso descontrolado. Não são estes, com certeza, os doutores que alimentam também na expressão simbólica a abissal desigualdade da sociedade brasileira. Estou bem longe de esgotar o assunto aqui nesta coluna. Faço apenas uma provocação para que, pelo menos, comecemos a estranhar o que parece soar tão natural, eterno e imutável – mas é resultado do processo histórico e de nossa atuação nele. Estranhar é o verbo que precede o gesto de mudança. Infelizmente, suspeito de que “doutor fulano” e “doutor beltrano” terão ainda uma longa vida entre nós. Quando partirem desta para o nunca mais, será demasiado tarde. Porque já é demasiado tarde – sempre foi. Creditos: Eliane Brum, jornalista, escritora e documentarista - Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada. elianebrum@uol.com.br @brumelianebrum (Foto: ÉPOCA)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

2012 : Mensagem dos Arcturianos

Amados viventes da Jóia Azul, muitos de vocês devem estar conscientes do padrão energético que está integrando seu planeta neste momento e muitos devem estar sentindo sintomas que consideram estranhos e muito fortes. - Extremo cansaço - Dores no peito - Aceleração cardíaca - Fortes dores de cabeça e nos olhos - Dores nas costas, principalmente na região cervical e lombar - Falta de ar - Esquecimento - Mente acumulada - Medo sem entender exatamente do que - Raiva, impaciência, intolerância, irritabilidade - Tristeza, vazio, depressão Entendam que as energias que estão penetrando fortemente no planeta, estão confrontando energias que estiveram dominantes por um longo período da civilização humana. Imaginem um recipiente que já possui em seu interior algum elemento, como por exemplo, areia, outro elemento começa a ser colocado, como por exemplo, água, forçando o espaço, o que provoca uma força refratária, porém não há por onde sair, o que conseqüentemente exige readaptação do espaço para que caiba ambos os elementos. Podemos dizer que se trata de sombra dominante, e nova Luz entrando, porém o objetivo da Luz não é expurgar a sombra e sim integrar, agrupar. Esta sombra refere-se aos antigos e velhos padrões que a humanidade esteve submetida nos últimos tempos, que mostram resistência em ser diluídos. Estes padrões estão associados a emoções condensadas e negativas, como medo, raiva, tristeza e suas disseminações. Por este motivo, muitos de vocês se sentem como estivessem sendo divididos ao meio, por forças contrárias. Haja vista que sua memória celular traz a lembrança dessas emoções, acumuladas no decorrer de sua existência, porém sua Essência Divina, reconhece o padrão de luz, liberdade e amor que estão se conectando a vocês agora. Em breve esses sintomas irão passar, na medida em que as novas energias se estabilizarem. Para suportar esse momento mais crítico que ocorrerá durante o mês de dezembro de 2012, necessitam primeiramente estar conscientes desse movimento de transição, pois assim se apropriam de maior controle sobre seus corpos físico, emocional, energético e espiritual. Podem também estar envolvidos na energia de grupo, reunindo-se com pessoas as quais confiam e sentem prazer em estar próximos, em encontros de alegria, visando sustentar a energia de alegria, buscando momentos de diversão. A alegria é um estado de amor!! Necessitam estarem mais próximos da natureza, sempre que possível. É provável, que alguns de vocês estejam encontrando certa dificuldade com a alimentação, neste caso respeitem os limites de seu corpo e se alimentem daquilo que sentem maior conforto, talvez alimentos mais leves e frescos, como verduras e frutas. É útil a ingestão de muito líquido, sendo o mais saudável, a água. Aqueles de vocês, que se encontram vivenciando relacionamentos, procurem estar atentos e conscientes durante as relações sexuais, pois pela qual as energias são potencializadas e numa relação onde aja laço afetivo forte, este padrão de energia se eleva abundantemente. Do contrário, procurem ser bastante cuidadosos com os parceiros com os quais se conectam, atentem para não captar pra si o que não deseja, pois neste contato, é inevitável a troca energética e se o parceiro (a) escolhido não estiver saudável energeticamente, isso contribui para sua perda de vitalidade. Procurem estar conectados interiormente com sua espiritualidade, seja qual for sua crença, pois essa prática o coloca em sintonia com energias mais sutis, pacíficas e positivas. São muito úteis também, reuniões espirituais, dedicadas como prática em grupos, pois nestes casos a energia de grupo potencializa as intenções dos integrantes, formando-se uma egrégora de luz. Procurem estar conscientes de que neste momento, podem se desapegar dos velhos padrões e se beneficiarem amplamente deste momento planetário, sentindo-se renovados, fortalecidos, criativos e amorosos. Nas datas mais críticas, dediquem um tempo para estarem conectados e disponíveis às novas energias, é simples, alguns momentos de silêncio, mentalizem essa intenção, de receber o novo, de estarem alinhados ao seu próprio SER de LUZ, EU Superior. Amados, vocês não estão sós, nós estamos organizados em diversos grupos dedicados a dar total suporte e sustentação para que vocês façam essa transição de maneira mais segura e alinhada possível. Falamos em nome da Energia e Consciência Crística e de todos os Sistemas Confederados que vocês passam a integrar. Nós, os Arcturianos estamos aqui em Luz, Amor e Alegria!!

sábado, 8 de dezembro de 2012

A efetividade da gestão pública!

A gestão pública impõe sempre ao gestor e aos gestores responsáveis, a busca constante na "efetividade" da aplicação das ações em prol do foco nos objetivos planejados, logicamente que, é se aproximar dos menos favorecidos e vitimados pelo agressivo sistema capitalista dominante.

O custo do setor trabalho no Brasil!

O Brasil necessita urgentemente reduzir o custo do setor trabalho para dar condições de gestão ao empresário de micro, pequena, media e grande empresa! Consequentemente será gerado mais emprego formal!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Brasil na America Latina!

Nos últimos 3 meses o Brasil só cresceu mais do que o Paraguai na "AL", quem aguenta? É simples se ninguém do governo consegue enxergar o problema está em direcionar a nossa economia para o consumo interno, sim, também, temos que fazer isso, porém em conjunto com investimento em produção, dando condições de infra estrutura básica as quais encontram-se em condições precárias! Depois vem, mão de obra especializada, saúde, educação e outros, como ser grande assim? Se nós não fizermos por nós ninguém fará! Vamos acordar e agir?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Brasil um pais de pobres para poucos ricos!

A gestão pública no Brasil precisa mudar o foco de administração para a pobreza (muito ruim por sinal) para administrar na construção de uma sociedade rica (no sentido fundamental) e autônoma (no sentido do pensamento critico/educacional)! Precisa-se tirar as muletas e criar-se condições para o desenvolvimento e manutenção de uma classe média forte operante e majoritária!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Arquivos públicos e turismo alguma coisa haver?

APROPRIAÇÃO E UTILIZAÇÃO DA ESTRUTURA DOS ARQUIVOS PÚBLICOS PARA O TURISMO, baseado em estudo de caso da gestão de implantação do Arquivo Público no MUNICÍPIO DE JACOBINA/BA Este projeto vislumbra possibilidades históricas e estruturantes que devem elevar a autoestima do povo brasileiro diretamente no foco das suas moradias (nos municípios) e incorporar os Arquivos Públicos aos roteiros turísticos oficiais. O objetivo é apresentar um Projeto de Impacto na Administração Pública baseado no método alemão “Zoop”, onde identificará e buscará na área turística estudada uma forma de potencializá-la através da inclusão dos Arquivos Públicos Municipais nos roteiros turísticos oficiais. Como nos Arquivos Públicos encontra-se parte da história documentada (de cada município, estado e no caso arquivo nacional do Brasil) das sociedades em suas relações formais e informais, as ações vislumbram apropriar-se dos acervos de documentos físicos como forma de valoração das culturas locais disponíveis e agregar de forma sustentável aos produtos turísticos ofertados. Como referência ao projeto estudou-se o caso do Arquivo Público do Município Jacobina na Bahia e a sua utilização como patrimônio chave à manutenção, informação, avivamento e fixação no processo de construção da memória coletiva. Além disso, toda essa logística possibilitará o incremento econômico/financeiro dos municípios, mediante a movimentação de novas divisas impactando diretamente na população envolvida, multiplicando-se para cada estado e consequentemente para a nação. No processo de estudo de cada caso, aqui destacando Jacobina/BA, nos dias atuais a maior arrecadação deste, advém da mineração que é feita de forma intensiva e por multinacionais (mineração). A economia é complementada pela agricultura, pecuária de corte, serviços e turismo cultural. Destacam-se como pontos e atrativos turísticos: • Alto do Cruzeiro; • Igreja das Missões; • Praça da Missão - a praça mais animada e frequentada da cidade; • Praça Castro Alves - um belo espaço de serviço e lazer onde se encontra a Igreja Matriz; • Hotel Serra do Ouro - o mais belo hotel na cidade, localizado em um dos pontos mais altos; • Fiesta Parque Hotel - parque temático aquático; • ‘Chateau Dance’ - uma das mais antigas e melhores casas noturnas da cidade; • Emissoras de rádio - Jacobina FM, Clube Rio do Ouro, Serrana FM e Jaraguá AM; • Passeio Ciclístico de Jacobina – realizado anualmente e considerado o mais belo da Bahia. Em dezembro de 2012 ocorreu o 31º com a participação de 2000 ciclistas; • A Micareta - há indícios de ser a primeira do Brasil; • Inúmeras e belas cachoeiras (são mais de 33 quedas, as mais procuradas são: dos Alves, Amores, Aníbal, Brito, Jaqueira, João Bello, Macaqueira, Véu de Noivas entre outras); • Além de outros potenciais pontos turísticos naturais a serem estruturados, como exemplo; antiga estação ferroviária, ruínas da antiga Igreja das Missões, fragmentos da Estrada Real, Vila de Itaitú, o roteiro da mineração, o museu do ciclo do ouro entre outros. O turismo, não só em Jacobina, mas na maioria do território nacional está em estado bruto, em fase de descoberta, de estruturação e, em alguns casos, em expansão. Para identificar as fases de desenvolvimento deste setor faz-se necessário o mapeamento da infraestrutura (energia, transportes, estradas e saneamento) e estrutura turística (serviços, sinalização turística, hospedagem, educação turística da população e outros) a ser explorada. Após a fase estatística, precisa-se captar recursos para investimento básico e efetivo nos pontos identificados como deficitários no estudo previamente realizado e nas estruturas turísticas em potencial como bares, restaurantes, hotéis, pousadas, casas de eventos, museus, parques, teatros, bibliotecas, arquivos públicos e outros. Consequentemente, o marketing pode agir de forma a sustentar o que já existe, no caso específico de Jacobina, o turismo cultural está em destaque por se tratar de uma modalidade de turismo onde o público consumidor é diferenciado e com o nível de conhecimento acima da média (sabem o que buscam como informações estatísticas da estrutura turística e da infraestrutura local), pois os atrativos ainda são em sua maioria constituídos de forma natural e com estrutura inadequada. Após o estudo de investigação, identificação, análise, apropriação, construção, revitalização, catalogação e avaliação de dados efetuados para o Município de Jacobina, conclui-se que o Arquivo Público do Município se encontra em parcial vantagem competitiva estrutural em relação à grande maioria dos outros municípios do Estado ficando atrás somente de municípios como Salvador, Rio de Contas e Cachoeira, levando a crer que a sua apropriação para o turismo está mais habilitada faltando programar um plano de marketing que possa incorporá-lo, contemplando-o e apresentando-o como um novo equipamento/atrativo turístico local. Para a população regular do município sede, seus distritos e povoados, pensa-se que cabe à Secretária de Turismo em conjunto com a Secretaria de Educação, Governo do Estado, e órgãos responsáveis, programar uma política de inclusão nas aulas de história nas devidas ementas sobre a importância dos resgates históricos através do acervo disponível neste novo local. A preocupação legítima, do governo brasileiro com as questões prioritárias, em particular aquelas que visam evitar a fome e as doenças vêm fazendo com que outros setores importantes como a cultura e o turismo sejam desprestigiados e mal regulamentados em curto prazo. No entanto, a médio e longo prazo isso se revelará de forma favorável e relevante utilizando-se a legislação já existente para Arquivos Públicos, como ação efetiva deste PIAP (PROJETO DE IMPACTO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA). Sugere-se a cada gestor municipal buscar parcerias com universidades e cursos técnicos como exemplo do estado da Bahia com a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e outras instituições de ensino superior da região para utilização de estagiários de cursos afins como; história, geografia, biblioteconomia e outros com o intuito de multiplicar o ideal de resgate histórico e da memória coletiva e também apoiando os serviços gerais do arquivo ficando assim, responsáveis por divulgar este novo projeto e a sua função básica em conjunto com o departamento de marketing da prefeitura municipal e da própria Fundação Pedro Calmon com o suporte do Conarq (Conselho Nacional de Arquivos, como foi realizado como experiência efetiva na gestão 2008/2009 da Coordenação do Arquivo Público Municipal de Jacobina). A divulgação deve ser feita em conjunto com os órgãos responsáveis sobre a coordenação da prefeitura de cada município envolvido. É importante a utilização das mídias espontâneas e não espontâneas de forma efetiva lembrando sempre da responsabilidade da coordenação do prefeito do município ou seu responsável legal. Conclui-se que, por ser um projeto de baixo custo por envolver setores da administração pública que por se só já existem, a proposta básica deste PIAP é aproximar essas áreas e setores da administração pública e privada ordenando uma à outra para potencializar as ações no intuito de obter resultados mais favoráveis no trato com o patrimônio público. No caso em estudo, os Arquivos Públicos Municipais e o “trade turístico” como um todo. Este é um projeto muito viável, devido às históricas sintonias entre patrimônio cultural e turismo, pois o turismo se apropria de todo o meio ambiente agregando valor na formação de produtos a serem explorados, turistificados (construídos) e vendidos. Finalmente é importante ressaltar que, a exemplo de outras leis que se iniciaram na esfera federal e foram posteriormente adotadas em nível estadual e municipal, a proposta deste estudo, depois de aplicada na região de Jacobina/BA, é expandi-la a outros municípios do país, servindo de referência para a elaboração de um projeto nacional com um valor inestimável para a sociedade brasileira que deverá ser conscientizada cada vez mais dos direitos e deveres da cidadania, geração de emprego e renda, além da manutenção e exercício do conhecimento coletivo da formação e construção da sua memória. Creditos: Reini Carvalho Mota, Esp. Mestre em Gestão Pública Fundação Getúlio Vargas/EBAPE-SP – 2011. Especialista em Gestão Ambiental e Recursos Hídricos Universidade Estadual da Bahia - UNEB, Dezembro de 2004. Bacharel em Turismo Instituto de Educação Superior Unyahna- 2002. Consultor e Diretor Execultivo da Yabatur Consultoria Viagens e Turismo LTDA.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Mas afinal, por que governos, mídias e religiões querem que você seja uma pessoa nula socialmente?

“O homem alienado é o homem desprovido de si mesmo. Se a história distancia o homem do animal, a alienação re-animaliza o homem.” – Wanderley Codo, em O Que é Alienação. Alienação é quando uma pessoa perde a sua capacidade de pensar e transfere todas as responsabilidades da coletividade a terceiros, tornando-se indiferente política, social, cultural, moral ou intelectualmente. A pessoa anula a si mesmo e a tendência é se tornar escrava do sistema social em que vive. Uma pessoa torna-se alienada, quando ela dá mais atenção a conteúdos inúteis e ou acredita em informações que lhe são passadas, sem questioná-las, tornando-se, desta forma, preguiçosa para pensar, conformada e condenando, não só sua própria vida, como também, a vida das outras pessoas do seu meio social. Um dos principais agentes alienantes da massa é a mídia (emissoras de comunicação, que administram jornais, revistas, emissoras de rádio, TV e portais de internet) que: 1- Com seu falso jornalismo, não informa e não investiga, ignorando informações importantes para a sociedade e só divulgando informações pré-estabelecidas e parciais. 2- Faz as pessoas se sentirem idiotas por não terem votado em um candidato “político perfeito”, como se realmente existisse alguém assim ou como se as eleições e a política representativa funcionassem de fato. 3- Está sempre afirmando que vivemos em uma democracia, mesmo os políticos não nos representando e o voto sendo obrigatório assim como o serviço militar. 4- Manipulam informações e transformam heróis em vilões e vilões em heróis. As manifestações sociais públicas, por interromperem o funcionamento da cidade, geralmente seus integrantes são apresentados como vilões. 5- Incentiva individualismo e o consumismo desenfreado, principalmente de carros e põe a culpa do trânsito caótico nas pessoas, mesmo existindo tecnologia de carros autônomos que reduziriam o tráfego e levariam à taxa de acidentes a zero. 6- Desvia a atenção das pessoas com BBBs, novelas, reality-shows, futebol, carnaval, notícias sensacionalistas e amedrontadoras enquanto cada político, igualmente como a própria mídia, faz seus trabalhos sendo empregado exclusivo de bancos e grandes corporações. 7- Não informa sobre as altas tecnologias que poderiam libertar a humanidade do dinheiro, da competição, das doenças, da maioria dos crimes e da escravidão de trabalhos repetitivos, pois as grandes corporações compram essas tecnologias e as engavetam para manter seus lucros e dominação. 8- Desmoraliza o comunismo, socialismo e a anarquia, exaltando dessa forma o regime capitalista que realmente significa monopólio no mais puro conceito da palavra. 9- Apresenta motivos mentirosos para justificar guerras que nada mais são do que saques em países petrolíferos, reaquecendo o capitalismo através de indústrias armamentistas e de reconstrução. Conseguiu impor o materialismo na maior parte do mundo, invertendo os valores de forma que as coisas valem mais do que as pessoas. 10- É o braço direito da elite rica e dominadora. Dita praticamente tudo: padrões de beleza, moda, modo de vida, cultura, tendências, ideias e conceitos. Outro agente alienante é a religião que: 1- Conforta, conforma e vicia as pessoas como se fosse uma droga, fazendo-as ignorar os problemas sociais e prometendo vida feliz e justa, somente após a morte, caso ajam de acordo com suas doutrinas. 2- Raramente seguem as premissas cristãs de ajudar o próximo, pois se perdem em seus templos, rituais e dízimos. 3- Funde seus ideais à política representativa, lançando seus candidatos e contribuindo para tudo ficar como está, sem mudanças. 4- Angaria fiéis usando a mídia com seus métodos alienantes. A educação convencional também é um agente alienante, pois ela: 1- Molda e padroniza crianças, formando, assim, indivíduos preconceituosos com relação a tudo que saia do padrão estabelecido pelo sistema social. Tornam-se incapazes de pensar diferente. Mas afinal, por que governos, mídias e religiões querem que você seja uma pessoa nula socialmente? Simples, você é um escravo da elite dominante e ela suborna governos, mídias, religiões e faz tudo que for possível para continuar assim. A elite não quer perder, de forma alguma, seu poder e luxos garantidos pela exploração do seu sofrimento através do sistema financeiro. A elite te controla, porque você consente. Estima-se que essa elite representa, no máximo, 1% da população mundial e inclui oligarcas do petróleo, banqueiros, políticos, megaempresários, magnatas da comunicação, bispos, latifundiários e outros poderosos. Soluções Desligue a TV. Questione a veracidade das informações que lhe foram passadas. Geralmente quem é retratado como vilão pela mídia convencional há grandes chances de ser o herói. Pense por você e tire suas próprias conclusões. Informe-se e informe através de meios alternativos como redes sociais, blogs e mídias independentes. Rejeite totalmente o sistema político. A ilusão da democracia é um insulto à nossa inteligência. Em um sistema financeiro não existe e nunca existiu democracia verdadeira. Não seja consumista. Pare de comprar porcarias de que você não precisa. O sentimento de que tendo uma coisa te fará mais feliz é falso e é resultado da mídia manipuladora. Você não vai morrer se fizer isso. Substitua a competição pela cooperação. Temos que pensar no coletivo e deixar o individual de lado. Precisamos de coesão social para criar uma política participativa. Ignore palavras limitadoras como tradição, conformismo, comodismo, conservadorismo e utopia. Se os grandes cientistas e inventores da nossa história as levassem em consideração, ainda estaríamos vivendo em árvores. fonte: http://anonymousnow.wordpress.com/2012/10/05/voce-e-alienado/

She Will Be Loved - Maroon 5 (Tiffany Alvord & Boyce Avenue acoustic cov...

Adele - Someone Like You!



Bom final de semana!